Há coisas fortes no viver. Disso, ninguém discorda. Se assim não fosse, qual o motivo da intensa busca pelo viver? Que há de bom em viver? Vejo fome, miséria, violência por aí... E porque ainda querem viver? Às vezes eu penso que o ser humano é maluco demais pra desejar viver, mesmo só podendo enchergar desgraças e falta de bons motivos pra se alegrar. Em alguns momentos de reflexão, podemos chegar ao ponto de não mais achar graça pra viver, pois de bom, poucas coisas há no mundo. Pensando nisso, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
In Memorian, Eternamente...
Pode-se ouvir a melodia dos perdidos,
Ao longe... Lenta, suave e triste.
Calados caminham os condenados...
Sabendo que a eternidade não mais existe.
Nem o maior devaneio convence,
O céu é pequeno demais para nós...
Então, por que caminhar para subir?
Seria apenas mais um anjo a cair.
Você é o mais perto que cheguei do paraíso,
E a eternidade não mais faz sentido sem você...
A melodia torna-se cada vez mais forte.
Dancemos e cantemos, é esse o tempo.
Antes que o fogo faça-nos silenciar pra sempre...
E nossas cinzas o vento tomará para si.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Flores Com Palavras.
Realmente dia 18 de Janeiro é sempre um dia marcante para mim. É o dia que nasceu minha falecida vó, e também o dia que "conquistei minha maior derrota". E, esperei até este dia pra postar e não me pergunte o motivo, pois eu não vou saber responder. Mas... Quem sabe dia 18 de Janeiro se torne especial pra vocês também? - não só dia 18, mas todos os dias de nossas vidas. Todo dia é dia de conquistar, lutar e também cair. Cair, para que a pancada faça-nos sentir que estamos vivos... E não mortos. Agora, Pense e reflita... Se depois da morte, pudéssemos escrever algo, ou deixar um recado para um alguém, o que escreveríamos? Pensando nisso, escrevi. Eis aqui os Ecos do Momento:
Flores Com Palavras.
Quando minha voz calar,
Feche os olhos e sinta...
“Eu te amo tanto”, dizia,
E você não pode ouvir o som de minha voz.
Quando nos teus ouvidos,
Suavemente soarem ecos,
Ouça-os, e sorria... Sorria por mim,
Pois você foi tudo o que eu sempre quis.
Quando a chuva cair em teus cabelos,
Marcar todo teu corpo, e o chão inundar, reflita...
Assim caíram as lágrimas de meu rosto.
Quando o vento bater, e o sol não mais brilhar,
Venha, e traga flores com palavras a me ofertar.
Da luz à escuridão vaguei para te encontrar... E me perdi.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Flores Com Palavras.
Quando minha voz calar,
Feche os olhos e sinta...
“Eu te amo tanto”, dizia,
E você não pode ouvir o som de minha voz.
Quando nos teus ouvidos,
Suavemente soarem ecos,
Ouça-os, e sorria... Sorria por mim,
Pois você foi tudo o que eu sempre quis.
Quando a chuva cair em teus cabelos,
Marcar todo teu corpo, e o chão inundar, reflita...
Assim caíram as lágrimas de meu rosto.
Quando o vento bater, e o sol não mais brilhar,
Venha, e traga flores com palavras a me ofertar.
Da luz à escuridão vaguei para te encontrar... E me perdi.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
domingo, 3 de janeiro de 2010
Inglória.
Todos já tiveram uma noite mais longa do que de costume. Não importa o motivo ou circunstância, mas tudo resulta em noite longa e pensativa, também. Nada que você faz trás o sono, e realmente parece uma tortura. E você convence de que não conseguirá dormir, até que próximo do raiar do sol, o sono vem - nem sempre. Com este pensamento, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
Inglória.
Minhas noites se perdem, e entre as estrelas
Se vão minhas perguntas,
E a todo tempo tento desenhar – em vão –,
Respostas que somente me façam acalmar.
A verdade me dói, é incômoda.
Lágrimas me fazem perceber
Que não consigo entender
O motivo de trilhar sozinho a estrada.
Talvez o problema não seja comigo,
E isso tudo é apenas forte solidão.
O amar demais é erro sem perdão?
A dor não dorme e martiriza,
Me faz descrer que um dia eu consiga
Encontrar alguém que faça morrer você em mim.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Inglória.
Minhas noites se perdem, e entre as estrelas
Se vão minhas perguntas,
E a todo tempo tento desenhar – em vão –,
Respostas que somente me façam acalmar.
A verdade me dói, é incômoda.
Lágrimas me fazem perceber
Que não consigo entender
O motivo de trilhar sozinho a estrada.
Talvez o problema não seja comigo,
E isso tudo é apenas forte solidão.
O amar demais é erro sem perdão?
A dor não dorme e martiriza,
Me faz descrer que um dia eu consiga
Encontrar alguém que faça morrer você em mim.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Velho caminhão.
Há quem diga que mudar de casa frequentemente é ruim. Bem, ainda não experimentei essa experiência, mas admito que tentei sentir como é. Com uma mescla - boa? Só vocês poderão dizer - com o mundo dos relacionamentos amorosos, foi pensada uma separação inesperada. O velho caminhão não é só uma mudança... Pra quem consegue enchergar nas entrelinhas, vai saber que o caminhão na verdade é tudo que leva de você o que mais gosta. E aqui estão Ecos do Momento:
Velho caminhão.
Lá, ao longe, no cruzar do horizonte, contemplo...
Um velho caminhão. Arranca-me de mim mesmo.
Quero conter-me, frígido mostrar-me a todos...
Vejam-me como uma rocha, embora roída por dentro.
Peço-vos, lágrimas, esperem-no virar a esquina,
Eis o preço para vossa liberdade.
Bem sei que tudo será estranho, sem você...
Covardia. Cativou-me, mas não me ensinou o esquecer-te.
Quero sentar-me, remoer o passado, desabafar com paredes.
Quando a noite, fria, chegar, e com seus ventos atingir-me,
Clamo a solidão, e também a angústia: aqueçam-me.
... Velho caminhão leve-a com cuidado. Eu ainda a amo.
Peço-te, vá por seguras estradas, com muitos retornos, se possível.
Um dia, talvez, pode ela querer voltar. Eu estarei aqui.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Velho caminhão.
Lá, ao longe, no cruzar do horizonte, contemplo...
Um velho caminhão. Arranca-me de mim mesmo.
Quero conter-me, frígido mostrar-me a todos...
Vejam-me como uma rocha, embora roída por dentro.
Peço-vos, lágrimas, esperem-no virar a esquina,
Eis o preço para vossa liberdade.
Bem sei que tudo será estranho, sem você...
Covardia. Cativou-me, mas não me ensinou o esquecer-te.
Quero sentar-me, remoer o passado, desabafar com paredes.
Quando a noite, fria, chegar, e com seus ventos atingir-me,
Clamo a solidão, e também a angústia: aqueçam-me.
... Velho caminhão leve-a com cuidado. Eu ainda a amo.
Peço-te, vá por seguras estradas, com muitos retornos, se possível.
Um dia, talvez, pode ela querer voltar. Eu estarei aqui.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Errante aprendiz.
Há erros que sempre cometemos. Não adianta tentar prevenir-se, pois errar parece ser mais forte - e também mais propício - do que a racionalidade, do que o fazer tudo da maneira que todos julgam ser correta. Há erros que nós gostamos de cometer, e o pior é que sabemos que tudo aquilo pode acabar não tão bem como planejamos... Enfim, como sempre acabou. Estamos cientes de todas as implicações que tal erro pode nos acarretar, e mesmo assim queremos cometê-lo novamente. Parece que ser humano é errar por todo o sempre, e chorar. Quem sabe a vida não é uma escola, onde sempre erramos e ainda assim somos aprovados no final? Bem... Pensando assim, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
Errante aprendiz.
Por toda a vida procurei algo,
E julguei ter encontrado, ao teu lado.
À luz de teus olhos, mesclado com doces afagos,
Vi mudar meu mundo, e meus sonhos.
Apaixonado por natureza,
Revi velhas companheiras – Lágrimas.
Que ainda hoje insistem em cair
E traçar seus caminhos sobre minha face.
Entreguei-me por completo aos seus sorrisos
Meu erro... Por sinal, fatal; e meus vícios perderam-se...
E os reencontrei em teu calor e nas linhas de teus lábios.
Dia após dia vivo; e o tempo me guiará a tudo.
E o vento, levemente me levará de ti,
... E também as lágrimas que insistem em cair.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Errante aprendiz.
Por toda a vida procurei algo,
E julguei ter encontrado, ao teu lado.
À luz de teus olhos, mesclado com doces afagos,
Vi mudar meu mundo, e meus sonhos.
Apaixonado por natureza,
Revi velhas companheiras – Lágrimas.
Que ainda hoje insistem em cair
E traçar seus caminhos sobre minha face.
Entreguei-me por completo aos seus sorrisos
Meu erro... Por sinal, fatal; e meus vícios perderam-se...
E os reencontrei em teu calor e nas linhas de teus lábios.
Dia após dia vivo; e o tempo me guiará a tudo.
E o vento, levemente me levará de ti,
... E também as lágrimas que insistem em cair.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
O vento e as folhas.
Fantasmas, muitos dizem que não existem. Jurei por toda a vida também não existir, às vezes por questão de medo. Quando criança, queria encorajar-me, afirmando a não existência de tais seres. Bem, cresci, e os fantasmas são tão reais quanto a minha própria vida. Porém, eles são diferentes de como pensava. São bem mais assustadores, e a capacidade de nos afetar é bem mais forte do que imaginamos. Um simples objeto, foto ou até mesmo um momento é um chamativo para os fantasmas. Fantasmas são as lembranças que não desejamos, os momentos que desejamos reviver e não podemos, a vontade de querer gritar "eu te amo!" novamente, e ter de calar dentro de si... Pensando nos fantasmas que descrevi, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
O vento e as folhas.
Vento, baixo sol e belas árvores.
Vê, estou aqui, sentado e à mercê de tudo.
A vida passa, e o tempo se vai...
Mesmo entre multidões, solidão tem sido meu mundo.
Consegue ouvir? Esta é minha distração...
É o som de folhas, conduzidas pelo vento.
Elas não têm escolha. O acaso lhes pertence.
... Pensam que estão seguras, vem o vento e as vence.
Quero ignorar-te, e fazer de ti um passado...
Eu tenho me esforçado... E por mais que tente,
Lembro-me de teu sorriso, e começo a pensar que nada está acabado.
Ao menos, volte. Pra ficar, não sei se é o melhor...
Peço somente que leve de mim seus restos, os cacos de nós dois,
E seu fantasma, tal qual o vento e as folhas.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
O vento e as folhas.
Vento, baixo sol e belas árvores.
Vê, estou aqui, sentado e à mercê de tudo.
A vida passa, e o tempo se vai...
Mesmo entre multidões, solidão tem sido meu mundo.
Consegue ouvir? Esta é minha distração...
É o som de folhas, conduzidas pelo vento.
Elas não têm escolha. O acaso lhes pertence.
... Pensam que estão seguras, vem o vento e as vence.
Quero ignorar-te, e fazer de ti um passado...
Eu tenho me esforçado... E por mais que tente,
Lembro-me de teu sorriso, e começo a pensar que nada está acabado.
Ao menos, volte. Pra ficar, não sei se é o melhor...
Peço somente que leve de mim seus restos, os cacos de nós dois,
E seu fantasma, tal qual o vento e as folhas.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Banco de praça.
Em conversas com uma amiga, Daniela, ela me disse o que sentiu quando viu em uma pracinha um casal de namorados. Foi uma conversa engraçada, e também reflexiva. E para mim, também inspiradora. Pensando na conversa, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
Banco de praça.
Lembro-me perfeitamente.
Abraçados, beijamo-nos. O tempo sorriu para nós...
E presenteou-nos levemente...
E Ledo foi o engano: Confie, desfrute. Será eterno para vós.
No maior dos teatros, estávamos – O mundo.
Calaram-se os ventos, e num instante
Todos os elementos, um a um, perante
Nós, admirados, alegravam-se – Nós, o centro de tudo.
Memorável tarde, o espetáculo a nós pertencia.
Aplausos podiam-se ouvir, ensinamos com ousadia
O que em quentes carícias detínhamos: A alegria.
Firme seja a memória, conserve-se nela
As proezas de dois loucos corações. Que sempre bela
Permaneça. E minhas tristezas leve o vento, em forma de canções.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Banco de praça.
Lembro-me perfeitamente.
Abraçados, beijamo-nos. O tempo sorriu para nós...
E presenteou-nos levemente...
E Ledo foi o engano: Confie, desfrute. Será eterno para vós.
No maior dos teatros, estávamos – O mundo.
Calaram-se os ventos, e num instante
Todos os elementos, um a um, perante
Nós, admirados, alegravam-se – Nós, o centro de tudo.
Memorável tarde, o espetáculo a nós pertencia.
Aplausos podiam-se ouvir, ensinamos com ousadia
O que em quentes carícias detínhamos: A alegria.
Firme seja a memória, conserve-se nela
As proezas de dois loucos corações. Que sempre bela
Permaneça. E minhas tristezas leve o vento, em forma de canções.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Eu serei.
Há coisas na vida que cansam. Você não suporta mais a situação, e não vê a hora de tudo ir pro espaço, se acabar logo de uma vez! Não interessa quem, ou o que você irá perder ou afetar, mas você somente procura a cura. E no compasso desse desespero, você fala, externa coisas que apertam seu interior. Pensando nisto, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
Eu serei.
Recordo-me com saudade de tudo que se foi.
A terra fendeu-se, não há chão.
Os Céus emudeceram-se, e somente assistem...
E penso que não existe solução.
Jacto, desisto. O belo inexiste.
Os maus sorriem em inolvidáveis castelos,
Brindam o silêncio dos bons e sobre o mundo, triunfam.
É somente para os bons, o sofrimento?
Se há o Bem, invoco-lhe. Exijo-lhes a paga!
Jamais feri, e o meu pecado foi o amar intenso.
Condenaram-me por tal. Justiça? Se há, manifeste-se. Quero vê-la.
Nada mais me importa. Danem-se a sepultura e o riso!
Destemido estou, e não penso em parar. Rasgarei os Céus e o mundo!
Reconheçam-me quando falarem: Ele falou o que tememos falar.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Eu serei.
Recordo-me com saudade de tudo que se foi.
A terra fendeu-se, não há chão.
Os Céus emudeceram-se, e somente assistem...
E penso que não existe solução.
Jacto, desisto. O belo inexiste.
Os maus sorriem em inolvidáveis castelos,
Brindam o silêncio dos bons e sobre o mundo, triunfam.
É somente para os bons, o sofrimento?
Se há o Bem, invoco-lhe. Exijo-lhes a paga!
Jamais feri, e o meu pecado foi o amar intenso.
Condenaram-me por tal. Justiça? Se há, manifeste-se. Quero vê-la.
Nada mais me importa. Danem-se a sepultura e o riso!
Destemido estou, e não penso em parar. Rasgarei os Céus e o mundo!
Reconheçam-me quando falarem: Ele falou o que tememos falar.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Crepúsculo.
Longe de ser um impulso causado pelo recente filme (Eu ainda não assisti). Na verdade, é uma denúncia própria. Quando planeja-se coisas, que não dão certo, sentimos uma leve rejeição própria, por dar créditos a pensamentos, planejamentos que não vingaram. Por muitas das vezes, até mesmo receio de tentar planejar novamente. Podemos sentir que o vento é sempre mais forte que nós, e que sempre levará nossos castelos de areia. Sempre e sempre. O tempo é que dirá se é pressão momentânea, ou uma dura realidade. Envolvido por tais pensamentos, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
Crepúsculo.
Dilacerou-se a fé em mim, e não mais creio, enfim.
Não ambiciono delícias, sorrisos e felicidade.
Pelas ruas se vão meus sonhos; minhas quimeras.
Perdem-se. Sei que não voltarão.
Pequenos, simples, desejados, amados por mim.
Sonhos vis, que construí em noites alegres.
Doces fantasias. Moldavam-me a vida.
Pretextos, pra não viver sem direção.
Os raios da manhã iluminam-me a face...
Inicia-se o dia, e já me ponho à tua procura.
Acompanho-te em pensamento. Eis minha maldição.
Um dia, irei achar-me. Deveras, anseio pelo momento.
Inerte encontro-me, jacto ao vento...
Conduza-me ao belo, brevemente, peço-te. O crepúsculo sufoca-me...
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Crepúsculo.
Dilacerou-se a fé em mim, e não mais creio, enfim.
Não ambiciono delícias, sorrisos e felicidade.
Pelas ruas se vão meus sonhos; minhas quimeras.
Perdem-se. Sei que não voltarão.
Pequenos, simples, desejados, amados por mim.
Sonhos vis, que construí em noites alegres.
Doces fantasias. Moldavam-me a vida.
Pretextos, pra não viver sem direção.
Os raios da manhã iluminam-me a face...
Inicia-se o dia, e já me ponho à tua procura.
Acompanho-te em pensamento. Eis minha maldição.
Um dia, irei achar-me. Deveras, anseio pelo momento.
Inerte encontro-me, jacto ao vento...
Conduza-me ao belo, brevemente, peço-te. O crepúsculo sufoca-me...
(Lucas do Nascimento Magalhães)
domingo, 1 de novembro de 2009
Canção alegria.
Muitos são os que já sorriram pro mundo, destruídos por dentro. Alegria, risos que escondem o que se passa, lá no íntimo... Sei que não sou um caso extraordinário neste assunto. Pensando nisso, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
Canção alegria.
O que era, não é. Poderá ser, talvez.
Tenho pressa de mim mesmo.
Conforto-me, e mesmo assim meu olhar incita,
Grita por dias de glórias... Tenho sede de glória.
Achego-me a janela. Ouço passos, vejo sorrisos...
Rostos felizes me consomem. Que há de errado com eles?
Não compreendo, muito menos vivencio; evito.
Solidão, o erro que virou vício.
Loucos, desvairados... Vivem alucinações!
Porque não ouço a música que os vejo dançar?
Vê-los é tortura. Da canção alegria, não faço parte.
Meu coração fecha-se. Condescender é tolice.
Vedes? Lá fora, entre os homens, há luz.
... Sinto as gotas do temporal.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Canção alegria.
O que era, não é. Poderá ser, talvez.
Tenho pressa de mim mesmo.
Conforto-me, e mesmo assim meu olhar incita,
Grita por dias de glórias... Tenho sede de glória.
Achego-me a janela. Ouço passos, vejo sorrisos...
Rostos felizes me consomem. Que há de errado com eles?
Não compreendo, muito menos vivencio; evito.
Solidão, o erro que virou vício.
Loucos, desvairados... Vivem alucinações!
Porque não ouço a música que os vejo dançar?
Vê-los é tortura. Da canção alegria, não faço parte.
Meu coração fecha-se. Condescender é tolice.
Vedes? Lá fora, entre os homens, há luz.
... Sinto as gotas do temporal.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
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