Solte seus cabelos, solte-os ao ar
E permita que o vento os acaricie.
Libere o teu corpo aos elevados ânimos,
Não receie arrepiar-se, entregar-se.
Lembra de quando nossas mãos se uniram
E os dedos enlaçaram-se?
Quando as palavras falharam em distrair o tempo
E o silêncio nos fez beijar?
“Hoje bem pensei em uma coisa... que eu te amo.”
Consegue sentir-se cada vez mais em meus braços,
Sempre abertos, desejosos de novos encontros?
Ainda ouve os meus passos
Quando estou a vagar a todo tempo em tua mente?
É firme o coração, e as batidas que dele vêm...
Fecho os olhos e posso nos ver sorrir.
Era ontem e nós, apenas planos,
Seres desnudos, ao acaso e sorte;
E é hoje que sinto a minha mão
Cada manhã caminhar por sobre teu rosto,
Sentir tua pele e confirmar que...
Estamos lado a lado, e,
Que um sem o outro é mera metade.
(Lucas Magalhães)
sexta-feira, 25 de março de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Caminho da praia
Ventos inconsolados e mar revolto
Eram bem notados de todos os pontos;
E em momento algum havia sossego.
O caminho havia se fechado, perdido
Sob montes de areias movidas em súbito.
Tempos de coração pequeno, apertado,
Sangue e água mesclavam-se ao cair da tempestade
E da vida não esperava-se mais nada obter.
“Deus, onde te escondes que não me respondes?
Se És, vem e sara.”
Ainda lembro das mãos, pequenas, brancas e frágeis.
A tempestade parecia rugir com mais furor,
E os ventos contra conspiravam, querendo me fazer parar.
Não me senti mais seguro e nada parou,
Mas a tua presença me fez querer ser, me fez – e faz – mais forte,
Mostrou que era possível, que eu poderia enfim voltar.
No começo, meus pés ainda inseguros,
Embora quisessem transparecer força, tremiam.
Prometi sorrir sempre que preciso, ainda que
O brilho de tudo isso fosse mais uma miragem, irreal...
E parecia destinado a afundar no caminho da praia,
De alguma maneira tive medo que você fosse embora.
Veja, meu amor! Vem e vê
Que hoje sou livre e decidido.
Faltam-me coisas e nada me faz falta,
Pois a gratidão tudo supre.
Lembro dos meus passos outrora errantes,
Agora aprendi novamente a andar.
Sei o quanto me custa silenciar a voz
Quando te vejo,
E até mesmo me fogem todas as palavras
Por não sabê-las usar, formá-las e te fazer entender
E provar o quanto a vida me é leve
Por você estar aqui.
Fizeste encontrar comigo mesmo
E me cativas-te a vir.
Ergui, andei, e hoje estou aqui,
No lugar que sempre procurei e quis estar...
Não vou mais sair.
(Lucas Magalhães)
Eram bem notados de todos os pontos;
E em momento algum havia sossego.
O caminho havia se fechado, perdido
Sob montes de areias movidas em súbito.
Tempos de coração pequeno, apertado,
Sangue e água mesclavam-se ao cair da tempestade
E da vida não esperava-se mais nada obter.
“Deus, onde te escondes que não me respondes?
Se És, vem e sara.”
Ainda lembro das mãos, pequenas, brancas e frágeis.
A tempestade parecia rugir com mais furor,
E os ventos contra conspiravam, querendo me fazer parar.
Não me senti mais seguro e nada parou,
Mas a tua presença me fez querer ser, me fez – e faz – mais forte,
Mostrou que era possível, que eu poderia enfim voltar.
No começo, meus pés ainda inseguros,
Embora quisessem transparecer força, tremiam.
Prometi sorrir sempre que preciso, ainda que
O brilho de tudo isso fosse mais uma miragem, irreal...
E parecia destinado a afundar no caminho da praia,
De alguma maneira tive medo que você fosse embora.
Veja, meu amor! Vem e vê
Que hoje sou livre e decidido.
Faltam-me coisas e nada me faz falta,
Pois a gratidão tudo supre.
Lembro dos meus passos outrora errantes,
Agora aprendi novamente a andar.
Sei o quanto me custa silenciar a voz
Quando te vejo,
E até mesmo me fogem todas as palavras
Por não sabê-las usar, formá-las e te fazer entender
E provar o quanto a vida me é leve
Por você estar aqui.
Fizeste encontrar comigo mesmo
E me cativas-te a vir.
Ergui, andei, e hoje estou aqui,
No lugar que sempre procurei e quis estar...
Não vou mais sair.
(Lucas Magalhães)
sexta-feira, 9 de julho de 2010
O tempo se vai,
E leva consigo, furta tudo aquilo
Que um dia me fez forte.
Me faz não entender,
E meus olhos quase fecham-se...
E já se foi mais um dia.
Lá vem, um tanto manso
E decidido; o sono: a brincadeira de morrer.
Morrendo por morrer,
Morrendo sem querer,
Morrendo pra esquecer,
Morrendo pra aquecer.
Morrendo, abreviando o amanhecer...
Estou morrendo todos os dias sem você.
(Lucas Magalhães)
E leva consigo, furta tudo aquilo
Que um dia me fez forte.
Me faz não entender,
E meus olhos quase fecham-se...
E já se foi mais um dia.
Lá vem, um tanto manso
E decidido; o sono: a brincadeira de morrer.
Morrendo por morrer,
Morrendo sem querer,
Morrendo pra esquecer,
Morrendo pra aquecer.
Morrendo, abreviando o amanhecer...
Estou morrendo todos os dias sem você.
(Lucas Magalhães)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Hoje eu farei tudo diferente.
Amasso, jogo fora todas minhas palavras!
Pois, por mais alto que seja meu grito,
(Mesmo sendo forte o suficiente
Para que você possa ouvir,
Ou um tanto desesperado,
Para que possa a todos atingir,
E talvez convicto,
A ponto de fazer refletir)
De nada vale se ainda estou só.
(Lucas Magalhães)
Amasso, jogo fora todas minhas palavras!
Pois, por mais alto que seja meu grito,
(Mesmo sendo forte o suficiente
Para que você possa ouvir,
Ou um tanto desesperado,
Para que possa a todos atingir,
E talvez convicto,
A ponto de fazer refletir)
De nada vale se ainda estou só.
(Lucas Magalhães)
sábado, 29 de maio de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
2009.
"Qual foi o melhor ano de sua vida?", uma vez me perguntaram. E eu lhe falei que era 2008. De verdade, eu viveria 2008 novamente, sem medo algum... Talvez eu não soubesse o que viria pela frente no ano seguinte. Quem sabe, Deus me fez responder 2008 por saber que logo após viveria coisas incríveis - das quais peço à Ele mesmo que me faça esquecer, e ainda sigo esperando as demoras dEle. Pensando nisto, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
2009.
Cecília, suas palavras te denunciam...
Gritam pelas ruas que o tempo passou,
E que nós não somos mais os mesmos... Éramos tão fortes,
E hoje cacos se esforçam para contar nossa história e não deixá-la ir.
Cecília, eu te encontraria todo domingo,
E veria a tarde cair de sua varanda, com você,
E diria, “Sabia que te amo muito?”, em seu ouvido,
Quantas vezes você quisesse ouvir, quantas quisesse ouvir!
Cecília, eu queria estar longe o bastante pra não ver
Nem mesmo ouvir você dizer: Não mais te preciso, amigos?
Cecília, acho que acabou... E ainda insisto em tocar velhas canções.
Não te esqueço, Cecília. Cecília... Por mais que o tempo passe
Eu sempre estarei com você em sua varanda,
Vendo a tarde cair... Eu sempre estarei com você em 2009.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
2009.
Cecília, suas palavras te denunciam...
Gritam pelas ruas que o tempo passou,
E que nós não somos mais os mesmos... Éramos tão fortes,
E hoje cacos se esforçam para contar nossa história e não deixá-la ir.
Cecília, eu te encontraria todo domingo,
E veria a tarde cair de sua varanda, com você,
E diria, “Sabia que te amo muito?”, em seu ouvido,
Quantas vezes você quisesse ouvir, quantas quisesse ouvir!
Cecília, eu queria estar longe o bastante pra não ver
Nem mesmo ouvir você dizer: Não mais te preciso, amigos?
Cecília, acho que acabou... E ainda insisto em tocar velhas canções.
Não te esqueço, Cecília. Cecília... Por mais que o tempo passe
Eu sempre estarei com você em sua varanda,
Vendo a tarde cair... Eu sempre estarei com você em 2009.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
quarta-feira, 3 de março de 2010
Passou-se tanto tempo...
Passar o tempo, deixa-lo ir nem sempre resolve os problemas. O tempo não cura, apenas tira o incurável do centro das atenções - uma vez disse um sábio. Concordo fielmente com tal afirmação. É um leve vento, ou uma velha foto, quem sabe uma repetida música nos fazem crer que o tempo não é nada, e sim o que realmente se passa por dentro - se o corte transformou-se em cicatriz, ou não. Pensando nisto, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
Passou-se tanto tempo...
Passou-se tanto tempo
E sua voz continua a ecoar... Só aqui, só em mim.
Foram tantos os momentos
Que lembro de teu rosto em todo lugar.
Tantas frases e palavras eu te disse
E todas se perderam ao vento.
Foram tantas promessas quebradas...
E continuo vivendo... Sem ti.
Foram tantas as lágrimas, que não choro mais...
Desceram todas por te ver partir e nada poder fazer.
De mãos atadas, restou-me sorrir e tentar esquecer.
Foram tantas vezes que quis e tentei não sofrer,
Por imaginar-te ao meu lado e ver apenas minha sombra,
Aguardando pela tua. Passou-se tanto tempo...
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Passou-se tanto tempo...
Passou-se tanto tempo
E sua voz continua a ecoar... Só aqui, só em mim.
Foram tantos os momentos
Que lembro de teu rosto em todo lugar.
Tantas frases e palavras eu te disse
E todas se perderam ao vento.
Foram tantas promessas quebradas...
E continuo vivendo... Sem ti.
Foram tantas as lágrimas, que não choro mais...
Desceram todas por te ver partir e nada poder fazer.
De mãos atadas, restou-me sorrir e tentar esquecer.
Foram tantas vezes que quis e tentei não sofrer,
Por imaginar-te ao meu lado e ver apenas minha sombra,
Aguardando pela tua. Passou-se tanto tempo...
(Lucas do Nascimento Magalhães)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
In Memorian, Eternamente...
Há coisas fortes no viver. Disso, ninguém discorda. Se assim não fosse, qual o motivo da intensa busca pelo viver? Que há de bom em viver? Vejo fome, miséria, violência por aí... E porque ainda querem viver? Às vezes eu penso que o ser humano é maluco demais pra desejar viver, mesmo só podendo enchergar desgraças e falta de bons motivos pra se alegrar. Em alguns momentos de reflexão, podemos chegar ao ponto de não mais achar graça pra viver, pois de bom, poucas coisas há no mundo. Pensando nisso, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
In Memorian, Eternamente...
Pode-se ouvir a melodia dos perdidos,
Ao longe... Lenta, suave e triste.
Calados caminham os condenados...
Sabendo que a eternidade não mais existe.
Nem o maior devaneio convence,
O céu é pequeno demais para nós...
Então, por que caminhar para subir?
Seria apenas mais um anjo a cair.
Você é o mais perto que cheguei do paraíso,
E a eternidade não mais faz sentido sem você...
A melodia torna-se cada vez mais forte.
Dancemos e cantemos, é esse o tempo.
Antes que o fogo faça-nos silenciar pra sempre...
E nossas cinzas o vento tomará para si.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
In Memorian, Eternamente...
Pode-se ouvir a melodia dos perdidos,
Ao longe... Lenta, suave e triste.
Calados caminham os condenados...
Sabendo que a eternidade não mais existe.
Nem o maior devaneio convence,
O céu é pequeno demais para nós...
Então, por que caminhar para subir?
Seria apenas mais um anjo a cair.
Você é o mais perto que cheguei do paraíso,
E a eternidade não mais faz sentido sem você...
A melodia torna-se cada vez mais forte.
Dancemos e cantemos, é esse o tempo.
Antes que o fogo faça-nos silenciar pra sempre...
E nossas cinzas o vento tomará para si.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Flores Com Palavras.
Realmente dia 18 de Janeiro é sempre um dia marcante para mim. É o dia que nasceu minha falecida vó, e também o dia que "conquistei minha maior derrota". E, esperei até este dia pra postar e não me pergunte o motivo, pois eu não vou saber responder. Mas... Quem sabe dia 18 de Janeiro se torne especial pra vocês também? - não só dia 18, mas todos os dias de nossas vidas. Todo dia é dia de conquistar, lutar e também cair. Cair, para que a pancada faça-nos sentir que estamos vivos... E não mortos. Agora, Pense e reflita... Se depois da morte, pudéssemos escrever algo, ou deixar um recado para um alguém, o que escreveríamos? Pensando nisso, escrevi. Eis aqui os Ecos do Momento:
Flores Com Palavras.
Quando minha voz calar,
Feche os olhos e sinta...
“Eu te amo tanto”, dizia,
E você não pode ouvir o som de minha voz.
Quando nos teus ouvidos,
Suavemente soarem ecos,
Ouça-os, e sorria... Sorria por mim,
Pois você foi tudo o que eu sempre quis.
Quando a chuva cair em teus cabelos,
Marcar todo teu corpo, e o chão inundar, reflita...
Assim caíram as lágrimas de meu rosto.
Quando o vento bater, e o sol não mais brilhar,
Venha, e traga flores com palavras a me ofertar.
Da luz à escuridão vaguei para te encontrar... E me perdi.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Flores Com Palavras.
Quando minha voz calar,
Feche os olhos e sinta...
“Eu te amo tanto”, dizia,
E você não pode ouvir o som de minha voz.
Quando nos teus ouvidos,
Suavemente soarem ecos,
Ouça-os, e sorria... Sorria por mim,
Pois você foi tudo o que eu sempre quis.
Quando a chuva cair em teus cabelos,
Marcar todo teu corpo, e o chão inundar, reflita...
Assim caíram as lágrimas de meu rosto.
Quando o vento bater, e o sol não mais brilhar,
Venha, e traga flores com palavras a me ofertar.
Da luz à escuridão vaguei para te encontrar... E me perdi.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
domingo, 3 de janeiro de 2010
Inglória.
Todos já tiveram uma noite mais longa do que de costume. Não importa o motivo ou circunstância, mas tudo resulta em noite longa e pensativa, também. Nada que você faz trás o sono, e realmente parece uma tortura. E você convence de que não conseguirá dormir, até que próximo do raiar do sol, o sono vem - nem sempre. Com este pensamento, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
Inglória.
Minhas noites se perdem, e entre as estrelas
Se vão minhas perguntas,
E a todo tempo tento desenhar – em vão –,
Respostas que somente me façam acalmar.
A verdade me dói, é incômoda.
Lágrimas me fazem perceber
Que não consigo entender
O motivo de trilhar sozinho a estrada.
Talvez o problema não seja comigo,
E isso tudo é apenas forte solidão.
O amar demais é erro sem perdão?
A dor não dorme e martiriza,
Me faz descrer que um dia eu consiga
Encontrar alguém que faça morrer você em mim.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
Inglória.
Minhas noites se perdem, e entre as estrelas
Se vão minhas perguntas,
E a todo tempo tento desenhar – em vão –,
Respostas que somente me façam acalmar.
A verdade me dói, é incômoda.
Lágrimas me fazem perceber
Que não consigo entender
O motivo de trilhar sozinho a estrada.
Talvez o problema não seja comigo,
E isso tudo é apenas forte solidão.
O amar demais é erro sem perdão?
A dor não dorme e martiriza,
Me faz descrer que um dia eu consiga
Encontrar alguém que faça morrer você em mim.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
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