É sempre bom quando alguém canta
o que você quer gritar.
A música é o grito suave daquilo que se esconde,
do que é dito no diálogo com o vazio,
vazio das coisas, das pessoas, nosso vazio.
A música é a indireta predileta da covardia.
(Lucas Magalhães)
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
E na carência de bater as asas
o meu canto vivencia no cárcere
dos risos diplomáticos,
de uma cordialidade desnecessária.
Ando me matando por aí,
matando meus direitos, minha liberdade,
matando minha coragem, meu caráter
só pra matar minha saudade.
Vamos passear, minha menina.
Ir pelo céu azul
de ventos inconsolados,
pois este não tem dono.
(Lucas Magalhães)
o meu canto vivencia no cárcere
dos risos diplomáticos,
de uma cordialidade desnecessária.
Ando me matando por aí,
matando meus direitos, minha liberdade,
matando minha coragem, meu caráter
só pra matar minha saudade.
Vamos passear, minha menina.
Ir pelo céu azul
de ventos inconsolados,
pois este não tem dono.
(Lucas Magalhães)
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
A gente
A gente cresce, aparece; a gente esquece
dos nomes, lugares, de reviver.
andamos todos na mesma trilha,
nos cruzamos sem saber, sem querer.
A gente luta, vence; a gente desconfia
das razões que nos pedem pra viver.
O mundo correndo lá fora e eu...
eu escrevendo pra ninguém ler.
A gente atrai, cativa; a gente não se explica
quando alguém se aproxima.
Vai ver a graça está em esconder
de tudo e todos o que você é.
A gente brinca, ri; a gente emudece
quando o amor vira nossa prece
- Mais amor. Mais amor, por favor... -,
e a catedral desaba sobre nossas cabeças.
A gente foge, corre; a gente pode
fazer o mundo nos entender.
Se a consciência perguntar,
não vamos responder.
A gente quer, acredita; a gente teme
que tudo se disperse, se despeça.
Aquilo que a vida te der, ajunta!
O que é bom foi feito pra se perder.
(Lucas Magalhães)
dos nomes, lugares, de reviver.
andamos todos na mesma trilha,
nos cruzamos sem saber, sem querer.
A gente luta, vence; a gente desconfia
das razões que nos pedem pra viver.
O mundo correndo lá fora e eu...
eu escrevendo pra ninguém ler.
A gente atrai, cativa; a gente não se explica
quando alguém se aproxima.
Vai ver a graça está em esconder
de tudo e todos o que você é.
A gente brinca, ri; a gente emudece
quando o amor vira nossa prece
- Mais amor. Mais amor, por favor... -,
e a catedral desaba sobre nossas cabeças.
A gente foge, corre; a gente pode
fazer o mundo nos entender.
Se a consciência perguntar,
não vamos responder.
A gente quer, acredita; a gente teme
que tudo se disperse, se despeça.
Aquilo que a vida te der, ajunta!
O que é bom foi feito pra se perder.
(Lucas Magalhães)
sexta-feira, 25 de março de 2011
Amor de Aleff.
Solte seus cabelos, solte-os ao ar
E permita que o vento os acaricie.
Libere o teu corpo aos elevados ânimos,
Não receie arrepiar-se, entregar-se.
Lembra de quando nossas mãos se uniram
E os dedos enlaçaram-se?
Quando as palavras falharam em distrair o tempo
E o silêncio nos fez beijar?
“Hoje bem pensei em uma coisa... que eu te amo.”
Consegue sentir-se cada vez mais em meus braços,
Sempre abertos, desejosos de novos encontros?
Ainda ouve os meus passos
Quando estou a vagar a todo tempo em tua mente?
É firme o coração, e as batidas que dele vêm...
Fecho os olhos e posso nos ver sorrir.
Era ontem e nós, apenas planos,
Seres desnudos, ao acaso e sorte;
E é hoje que sinto a minha mão
Cada manhã caminhar por sobre teu rosto,
Sentir tua pele e confirmar que...
Estamos lado a lado, e,
Que um sem o outro é mera metade.
(Lucas Magalhães)
E permita que o vento os acaricie.
Libere o teu corpo aos elevados ânimos,
Não receie arrepiar-se, entregar-se.
Lembra de quando nossas mãos se uniram
E os dedos enlaçaram-se?
Quando as palavras falharam em distrair o tempo
E o silêncio nos fez beijar?
“Hoje bem pensei em uma coisa... que eu te amo.”
Consegue sentir-se cada vez mais em meus braços,
Sempre abertos, desejosos de novos encontros?
Ainda ouve os meus passos
Quando estou a vagar a todo tempo em tua mente?
É firme o coração, e as batidas que dele vêm...
Fecho os olhos e posso nos ver sorrir.
Era ontem e nós, apenas planos,
Seres desnudos, ao acaso e sorte;
E é hoje que sinto a minha mão
Cada manhã caminhar por sobre teu rosto,
Sentir tua pele e confirmar que...
Estamos lado a lado, e,
Que um sem o outro é mera metade.
(Lucas Magalhães)
sábado, 29 de janeiro de 2011
Caminho da praia
Ventos inconsolados e mar revolto
Eram bem notados de todos os pontos;
E em momento algum havia sossego.
O caminho havia se fechado, perdido
Sob montes de areias movidas em súbito.
Tempos de coração pequeno, apertado,
Sangue e água mesclavam-se ao cair da tempestade
E da vida não esperava-se mais nada obter.
“Deus, onde te escondes que não me respondes?
Se És, vem e sara.”
Ainda lembro das mãos, pequenas, brancas e frágeis.
A tempestade parecia rugir com mais furor,
E os ventos contra conspiravam, querendo me fazer parar.
Não me senti mais seguro e nada parou,
Mas a tua presença me fez querer ser, me fez – e faz – mais forte,
Mostrou que era possível, que eu poderia enfim voltar.
No começo, meus pés ainda inseguros,
Embora quisessem transparecer força, tremiam.
Prometi sorrir sempre que preciso, ainda que
O brilho de tudo isso fosse mais uma miragem, irreal...
E parecia destinado a afundar no caminho da praia,
De alguma maneira tive medo que você fosse embora.
Veja, meu amor! Vem e vê
Que hoje sou livre e decidido.
Faltam-me coisas e nada me faz falta,
Pois a gratidão tudo supre.
Lembro dos meus passos outrora errantes,
Agora aprendi novamente a andar.
Sei o quanto me custa silenciar a voz
Quando te vejo,
E até mesmo me fogem todas as palavras
Por não sabê-las usar, formá-las e te fazer entender
E provar o quanto a vida me é leve
Por você estar aqui.
Fizeste encontrar comigo mesmo
E me cativas-te a vir.
Ergui, andei, e hoje estou aqui,
No lugar que sempre procurei e quis estar...
Não vou mais sair.
(Lucas Magalhães)
Eram bem notados de todos os pontos;
E em momento algum havia sossego.
O caminho havia se fechado, perdido
Sob montes de areias movidas em súbito.
Tempos de coração pequeno, apertado,
Sangue e água mesclavam-se ao cair da tempestade
E da vida não esperava-se mais nada obter.
“Deus, onde te escondes que não me respondes?
Se És, vem e sara.”
Ainda lembro das mãos, pequenas, brancas e frágeis.
A tempestade parecia rugir com mais furor,
E os ventos contra conspiravam, querendo me fazer parar.
Não me senti mais seguro e nada parou,
Mas a tua presença me fez querer ser, me fez – e faz – mais forte,
Mostrou que era possível, que eu poderia enfim voltar.
No começo, meus pés ainda inseguros,
Embora quisessem transparecer força, tremiam.
Prometi sorrir sempre que preciso, ainda que
O brilho de tudo isso fosse mais uma miragem, irreal...
E parecia destinado a afundar no caminho da praia,
De alguma maneira tive medo que você fosse embora.
Veja, meu amor! Vem e vê
Que hoje sou livre e decidido.
Faltam-me coisas e nada me faz falta,
Pois a gratidão tudo supre.
Lembro dos meus passos outrora errantes,
Agora aprendi novamente a andar.
Sei o quanto me custa silenciar a voz
Quando te vejo,
E até mesmo me fogem todas as palavras
Por não sabê-las usar, formá-las e te fazer entender
E provar o quanto a vida me é leve
Por você estar aqui.
Fizeste encontrar comigo mesmo
E me cativas-te a vir.
Ergui, andei, e hoje estou aqui,
No lugar que sempre procurei e quis estar...
Não vou mais sair.
(Lucas Magalhães)
sexta-feira, 9 de julho de 2010
O tempo se vai,
E leva consigo, furta tudo aquilo
Que um dia me fez forte.
Me faz não entender,
E meus olhos quase fecham-se...
E já se foi mais um dia.
Lá vem, um tanto manso
E decidido; o sono: a brincadeira de morrer.
Morrendo por morrer,
Morrendo sem querer,
Morrendo pra esquecer,
Morrendo pra aquecer.
Morrendo, abreviando o amanhecer...
Estou morrendo todos os dias sem você.
(Lucas Magalhães)
E leva consigo, furta tudo aquilo
Que um dia me fez forte.
Me faz não entender,
E meus olhos quase fecham-se...
E já se foi mais um dia.
Lá vem, um tanto manso
E decidido; o sono: a brincadeira de morrer.
Morrendo por morrer,
Morrendo sem querer,
Morrendo pra esquecer,
Morrendo pra aquecer.
Morrendo, abreviando o amanhecer...
Estou morrendo todos os dias sem você.
(Lucas Magalhães)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Hoje eu farei tudo diferente.
Amasso, jogo fora todas minhas palavras!
Pois, por mais alto que seja meu grito,
(Mesmo sendo forte o suficiente
Para que você possa ouvir,
Ou um tanto desesperado,
Para que possa a todos atingir,
E talvez convicto,
A ponto de fazer refletir)
De nada vale se ainda estou só.
(Lucas Magalhães)
Amasso, jogo fora todas minhas palavras!
Pois, por mais alto que seja meu grito,
(Mesmo sendo forte o suficiente
Para que você possa ouvir,
Ou um tanto desesperado,
Para que possa a todos atingir,
E talvez convicto,
A ponto de fazer refletir)
De nada vale se ainda estou só.
(Lucas Magalhães)
sábado, 29 de maio de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
2009.
"Qual foi o melhor ano de sua vida?", uma vez me perguntaram. E eu lhe falei que era 2008. De verdade, eu viveria 2008 novamente, sem medo algum... Talvez eu não soubesse o que viria pela frente no ano seguinte. Quem sabe, Deus me fez responder 2008 por saber que logo após viveria coisas incríveis - das quais peço à Ele mesmo que me faça esquecer, e ainda sigo esperando as demoras dEle. Pensando nisto, escrevi. Eis aqui Ecos do Momento:
2009.
Cecília, suas palavras te denunciam...
Gritam pelas ruas que o tempo passou,
E que nós não somos mais os mesmos... Éramos tão fortes,
E hoje cacos se esforçam para contar nossa história e não deixá-la ir.
Cecília, eu te encontraria todo domingo,
E veria a tarde cair de sua varanda, com você,
E diria, “Sabia que te amo muito?”, em seu ouvido,
Quantas vezes você quisesse ouvir, quantas quisesse ouvir!
Cecília, eu queria estar longe o bastante pra não ver
Nem mesmo ouvir você dizer: Não mais te preciso, amigos?
Cecília, acho que acabou... E ainda insisto em tocar velhas canções.
Não te esqueço, Cecília. Cecília... Por mais que o tempo passe
Eu sempre estarei com você em sua varanda,
Vendo a tarde cair... Eu sempre estarei com você em 2009.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
2009.
Cecília, suas palavras te denunciam...
Gritam pelas ruas que o tempo passou,
E que nós não somos mais os mesmos... Éramos tão fortes,
E hoje cacos se esforçam para contar nossa história e não deixá-la ir.
Cecília, eu te encontraria todo domingo,
E veria a tarde cair de sua varanda, com você,
E diria, “Sabia que te amo muito?”, em seu ouvido,
Quantas vezes você quisesse ouvir, quantas quisesse ouvir!
Cecília, eu queria estar longe o bastante pra não ver
Nem mesmo ouvir você dizer: Não mais te preciso, amigos?
Cecília, acho que acabou... E ainda insisto em tocar velhas canções.
Não te esqueço, Cecília. Cecília... Por mais que o tempo passe
Eu sempre estarei com você em sua varanda,
Vendo a tarde cair... Eu sempre estarei com você em 2009.
(Lucas do Nascimento Magalhães)
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